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COMO O RH PODE AJUDAR NO SUCESSO DO SEU NEGÓCIO


Eu consegui, Beraldo!!! Uma lição de liderança.

 

Os seriados antigos sempre vêm carregados de alguns fatos e valores que poderiam ser vistos hoje como politicamente incorretos, sejam questões de diversidade ou alguma agressividade que, infelizmente eram tolerados no passado, mas eu gostaria que você assistisse aos dois minutos do vídeo (579) Aprendendo a nadar a moda antiga c/ John Wayne... - YouTube com os olhos no conteúdo de liderança, com foco no desenvolvimento de sua equipe, muito mais do que na forma.

 

No vídeo vemos Beraldo, o cowboy, que começa observando que o menino está fazendo algo que poderia minimizar seu resultado, e, como bom líder ele o orienta qual seria a melhor maneira de fazê-lo (pescar com o sol à sua frente) e durante a discussão, ele descobre que o menino não tem as competências mínimas necessárias para potencializar seu resultado (não sabe nadar para poder mudar de margem no rio).

 

É neste momento que o bom líder se apresenta: ele joga o menino na água, o que pode ser percebido como um ato arriscado e violento. Pois é, quantas vezes nós delegamos aos profissionais de nossa equipe uma apresentação complexa para a Diretoria? Quantas vezes não colocamos nossos subordinados em situações para lidar com problemas complexos? Sim, nós os jogamos na água, sem muita certeza se sabem nadar.

 

Qual foi a atitude correta de Beraldo como líder preocupado com o desenvolvimento de seu pequeno amigo? Ele ficou todo o tempo ao lado do rio apoiando o menino e dando orientações do que fazer, mas, deixando que o menino lute e encontre seu caminho, ainda que ele não nade bem, ou com técnica, ele aprende a fazer o que é necessário.

 

E o mais bonito do vídeo acontece aos 1:37 min, quando o menino celebra sua vitória, seu sucesso e o gestor sorri orgulhoso do resultado que ambos conseguiram: o menino desenvolveu mais uma competência e o cowboy conseguiu que o menino saísse dessa aventura melhor e mais forte.

 

O que vem depois é piada em humor "politicamente incorreto", tolerado no passado.

 

Como líderes nosso papel é ensinar as pessoas a nadarem, do seu modo, entendendo o motivo para atravessar o rio, sempre estando ao seu lado para protegê-los e orientá-los. Quando um colega da sua equipe vai participar de uma apresentação crítica ou resolver um problema complexo, deixe que ele o faça, do seu modo, mas esteja na margem do rio para orientá-lo e protegê-lo assim ele saberá que pode contar com você, confiando em você e construindo vínculos que vão muito além da relação profissional. 

 


Problemas são como dragões 

 

No dia a dia das empresas os problemas são uma constante, e a liderança tem um papel crucial de apoiar sua equipe em identificar e resolver problemas, mitigando riscos e reduzindo danos. A maior dificuldade que temos é que somente somos informados quando os problemas já se tornaram dragões incendiários causando danos gigantes e demandando um esforço enorme para que possam ser resolvidos. Mas OK, por isso a empresa precisa de líderes competentes.

 

As figuras míticas dos dragões nascem de ovos mágicos mais ou menos do tamanho de um ovo de Páscoa. Não seria mais fácil derrotar os dragões enquanto eles estão no ovo?

 

Sua equipe convive com a rotina e, com certeza é capaz de identificar o ovo do dragão, mas muitas vezes há o medo de informar o chefe antes que o dragão mostre os dentes. Quando o ovo eclode, não dá mais para esconder.

 

Este cenário pode ser evitado se a liderança desenvolver com sua equipe uma cultura de confiança onde não há tabus, onde todos os problemas, pequenos ou grandes, serão tratados juntos e em uma atmosfera de construção de solução sem caça a bruxas ou busca por culpados.

 

Se sua equipe perceber que pode contar com você, não terão qualquer reserva em identificar e notificar os dragões estão no ovo, para juntos, derrotá-los reduzindo o impacto e o risco da luta diária.

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O bambu não quebra porque verga!

 

Alguns líderes passam por nossas vidas e deixam marcas profundas se observarmos o que eles podem nos ensinar. Um deles certa vez me ensinou a importância da flexibilidade nas negociações, ainda que mantendo as raízes firmes no chão.

 

Eu era um gerente iniciante de TI, e com o pensamento lógico e binário apresentei uma proposta de projeto que demandava investimentos relevantes e, em meu preciosismo técnico da época, queria implementar a solução mais completa e, portanto, mais custosa.

 

Esse Diretor começa a desafiar a complexidade da implementação e me questionar se não encontraríamos uma solução eficaz que pudesse ser implementada com menos esforço operacional e material. Na minha arrogância juvenil firmo os pés e começo uma batalha intelectual com ele apresentando todos os argumentos técnicos para seguir adiante, mas sem qualquer evidência ou razão real para não flexibilizar a solução e buscar uma abordagem incremental.

 

Claro que no final fui derrotado.

 

Depois da reunião eu fiquei bastante preocupado porque percebi que fui “teimoso” e que aquele momento poderia ter sido uma mácula na minha carreira. O líder diferenciado que era, percebeu e, horas mais tarde, apareceu na minha sala, pediu licença e sentou-se. Começou uma conversa fiada e suavemente contextualizou o ocorrido na nossa reunião. No momento em que percebeu que eu estava seguro, me disse, Alberto, firmeza de opinião é importante para as coisas que são essenciais, mas lembre-se que “o bambu não quebra porque verga”.

 

Você não deve renunciar ao que é realmente importante para seu projeto, mas em uma negociação, encontre os pontos que podem ser flexibilizados para que consiga seguir em frente com suas realizações.

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